sexta-feira, 14 de maio de 2010

Musica dividida em dois


Em cada melodia do piano, eu vivia a tristeza entranhada, consequente a isto vinha outra, mais doce e apaixonada, e cantava repetitivamente em eco nos confins do meu ser. Ser este, predilecto ao amor fugido. Amor que se agarra e se solta ao
respirar e palpitar, e estes, à vida! Nisto a vida são dois momentos: um indiscritivel, onde a 
perfeição nos consome pela completude em que nos situamos. Outro onde o que estava lá já lá não está.
Não odeio ser assim, não poder contornar ou provocar o que quer que queira sentir. Porque no fim da musicá o encanto viverá até ao fim.

4 comentários:

AL disse...

sempre com o sentimento presente.. nunca deixes de escrever assim, tocas smp quem lê

LARA disse...

Adoro a maneira como escreves...e diferente...quando lançares o teu primeiro livro quero ser a primeira a te lo....
Edd nunca pares de escrever...tens esse dom dentro de ti....
Ele tem que ficar,continuando a caminhar nesse caminho que nao tem fim mas que continua,ate ao infinito que es tu e mais ninguem :)

AL disse...

"if my poetry aims to achieve anything, it's to deliver people from the limited ways in which they see and feel"

Ana Mota disse...

"Porque no fim da musicá o encanto viverá até ao fim."

Lindíssimo. Obrigada por este maravilhoso momento!

Beijinhos.